segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O governante implicante - Blogs dos Rebelados

└═─BLOGs DOS REBELADOS─═┘


"Estamos nadando na lama dessa falsa sensação de que o Estado se preocupa com as nossas vidas e as de nossas famílias. Alienamos, de diversas formas, para o Estado a capacidade que deveríamos ter de cuidar de nós mesmos. Depositamos nossa fé nesse Estado-Pai de que ele iria cuidar de nossas necessidades mais básicas, desde que também nos permitisse sermos eternas crianças, irresponsáveis e mimadas, brincando no playground da morte.

E como toda criança com essas birras e beicinhos, não demora para que tropecemos e, machucados, façamos de nosso choro um protesto tardio e ineficiente." 

"O Governante implicante" (Começo e meio você pode ler no Blog Apanágio dos Néscios,  [ @Filonescio ] um dos Rebelados. )

A catástrofe que atingiu o Estado do Rio de Janeiro, com ressalto para a Região Serrana daquele Estado, causou muito pouco efeito no que tange à reflexões mais abrangentes. Seria de grande esperança que pudéssemos todos entender que o Brasil ainda lambe as feridas; mas não é assim, porque logo cicatrizadas, tudo é esquecido até o proximo Carnaval sem Cinzas.

Contudo, ainda se pode contar com uns poucos blogueiros que registram, revoltados, seus sentimentos de total impotência. Blogueiros cientes do papel que lhes cabe: escrever, registrar como se fosse um "Não posso esquecer" : a fitinha amarrada no dedo. E sabem eles, os com mais capacidade de crítica,  onde se encontram as respostas.

O Estado forte, aquele econômico, que não esbanja os recursos da União, que se mantêm distanciado da vida privada dos indivíduos é comumente confundido com o Estado Pai-Polvo ou o Estado Grande. O Estado Pai-Polvo é o todo-toderoso que tudo controla, que assalta o bolso do pagador de impostos e a ele nada devolve senão a mentira e a propaganda ideológica.

O Estado Pai-Polvo é este que nos determina como vivemos e como devemos morrer. Soterrados nos escombros do desprezo. Soterrados pelo Executivo goela grande cercado de 37 Ministérios, Secretarias e outras tantas dezenas de Comissões do Sem-Fim.

O caso não é de reconhecimento, apenas. O quê temos pensado para agir com o fito de não apenas impedir a manutenção do que já existe, muito mais necessitamos saber como fazermos para decepar tantos braços enroscados em nossas gargantas.



sábado, 15 de janeiro de 2011

Sobre Hospitais e Administradores

Texto cedido pelo Blog Tribo dos Manaós


No apagar das luzes de seu segundo mandato, estatizante e cumpanheirante como é, o EX criou uma empresa federal absolutamente dispensável, através da Medida Provisória 520. Trata-se da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, cuja função será gerir hospitais e sistemas de saúde e formar profissionais. Mesmo sendo uma estatal de saúde, será vinculada ao Ministério da Educação, pasmem vocês.
Numa estrutura digna do partido dele, terá uma sede (de preferência monumental) em Brasília e escritórios em todos os estados e no DF. Não se fala em quantidade de pessoal para operar o mamute, mas deve ser enorme. Claro que haverá um Conselho Superior de Administração e patrocinará um Fundo de Pensão, cujos cargos a serem ocupados por petralhas de alto coturno farão a festa com comissões e partilhas de caixa 2 como convém à tropa.

Complementando a boquinha, a MP prevê que a EBSERH possa firmar convênios e contratos SEM licitação com outras empresas do governo.

Não tem autoridade com poder de fogo na mão que grite contra esse absurdo não é?


└═─A IDÉIA─═┘

No texto acima que finaliza com o apelo às autoridades, com certeza, o autor o faz por pura ironia. Pura pergunta de retórica, como todos nós usamos fazer.

A ideía da Mobilização TiradentesVive é esta, não esperar por autoridade para gritar em nosso lugar. A idéia é parar de dar murros em ponta de faca. Todos os dias, a cada hora o Governo (Executivo) nos apresenta um novo faqueiro por meio da infeliz Medida Provisória. Só mesmo com a autorização constitucional o Presidente da República pode exercer a função de Monarca.

Sem este instrumento o Presidente será apenas o Chefe do Executivo. A idéia é esta.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Biblicamente, vos digo: Revoltem-se




Adicionamos um vídeo do Olavo de Carvalho. Ouvindo ao vivo é que se tem uma boa idéia dos motivos pelos quais não conseguimos quebrar o congelamento do nosso conformismo.

No entanto um bom texto que deve ser lido foi publicado hoje na coluna do Roberto DaMata, parece até que ele já tomou conhecimento da nossa tentativa de mobilização, o que não duvidamos,  e nos exorta:

[...] biblicamente, vos digo: não aceitem isso sem reação! Revoltem-se! Ser humano é ser contraditório: é remar contra a corrente. É ir para o lado oposto dos tempos e dos costumes. É não aceitar o destino. O fuzilado grita “viva a vida” ao receber no peito a primeira bala; [...] ( ler o texto completo )

Tanto o vídeo da fala do Olavo de Carvalho quanto e exortação textual de Roberto DaMatta nos dá uma idéia do quanto estamos na Trilha certa. Longa trilha a ser aberta com fogo para queimar as ervas daninhas e abrir o nosso caminho.


Não deixe o fogo se extinguir, fagulha por fagulha é insubstituível. Ayn Rand direto para a #trilha



Cada fagulha refere-se a cada um de nós todos que aderimos à Mobilização. Esse indivíduo com raiva e revolta por tudo aquilo que poderia ver realizado no Brasil e não tem como nem a quem se dirigir tendo em vista que o Governo Federal, o Executivo ( O Poder Central ) se arvora a decidir sozinho, pela força da corrupção, tomar nas mãos decisões que deveriam partir da vontade daqueles que vivem para produzir, gerar empregos, pagar impostos e, ao mesmo tempo consumir.

Desta forma sustentamos nossso algozes, oferecemos nossas costas aos açoites e ainda pagamos pelo vergalho. Fosse nos tempos de Tiradentes, a família dele ainda teria que fornecer a corda para o enforcamento. Como vemos, atualmente está muito pior do que os tempos do Alferes e com isto, mais motivo temos para nos rebelar.

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Não se esqueça de acrescentar à sua Bio no Twitter: Membro da #Trilha


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Em conformidade com a pornografia



Poucas são as pessoas capazes de autocrítica, o que se costuma chamar de "de vestir a carapuça" e isto tanto serve para indivíduos como para instituições de qualquer natureza.

O, até esta data, bem fresquinho artigo de Denis Lerrer Rosenfield, "Pornografia política " é leitura das mais recomendadas neste momento de pretensa transição de governo e de fragmentação dos intitulados ex-partidos de oposição. A iluminação de Denis Lerrer é direcionada para um ponto. É o que deve ter parecido para alguns.

[...] Alguns, de forma mais elaborada, poderiam dizer que se trata da própria natureza do "presidencialismo" brasileiro. Este necessitaria desse tipo de aliança, de coalizão, como se outras formas de negociação não fossem possíveis, como, por exemplo, acertos com as oposições em torno de alguns projetos e ideias essenciais para a Nação, independentes de qualquer componente partidário. Ideias de interesse nacional são, por definição, suprapartidárias. Em vez disso, temos a "orgia" das alianças em torno do poder.[...]  Clique para ler o texto completo no Blog da Mel.

Lastimamos dizer que não foi assim que outros leram, tampouco o autor assim o quis. A pornografia política é generalizada tanto aos partidos políticos como a maioria de seus membros que nada fazem para forçar suas lideranças a agirem de forma diferente. O membros dançam conforme a música que eles mesmo gostam e querem para eles, tanto quantos seus líderes.

Perante o quadro pornográfico dos partidos políticos quem vai acreditar que algum pretenda defender o povo da avalanche de propostas que estão à caminho tais como a Projeto de Lei 3056/08 , ou o dos naturistas que  exigem aprovação de lei que lhes permita andar nus onde bem entenderem ? Mais uma, a da PLC 122 a Ditadura gay que transformará qualquer indívíduo hetero em criminoso da guerra do terceiro sexo ? Mais ? Ainda tem o PL 2.285/07 que propõe o Estatuto da Família, mais um controle sobre a vida privada dos indivíduos.

Essa brincadeira é só para começar o Ano Novo. Partidos políticos defendem os interesses deles, não os nossos. Ainda não conseguimos encontrar estes honrados homens. Ou, na melhor das hipóteses, em existindo, não se uniram ainda.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O final desta história, você escreve!

Mobilização. Arregimentação para uma ação política ou reivindicatória, um verbete pronto. Uma mobilização militar é agil pela natureza disciplinar e de organização da instituição. Já a mobilização de Massa, mobilização de paisanos (civis) sempre é dirigida por especialistas da matéria. Dentre estes especialistas estão os agitadores de Esquerda, devidamente respaldados em Partidos Políticos ou organizações dependentes dos mesmos.

Todos nós sabemos o poder de mobilização que têm os sindicatos e movimentos duvidosos e mais as ONGs que por sua vez são ligados ao Partido dos Trabalhadores e, consequentemente ao Poder Executivo, diretamente nos referimos ao Presidente da República com seus poderes de verdadeiro Monarca.

Nós brasileiros não temos tradição histórica de organização espontânea e quem pensar que alguma vez isto aconteceu comete um grave engano. Desta forma, nós o povo, não sabemos como nos unir nos momentos em que somos tomados de indinação e raiva. Nos basta reclamar e clamar que algum partido político ou um determinado político de sua simpatia pessoal venha socorrer.

Muitos são os fatores que nos levam a permanecer como ovelhas balindo no pasto diante do predador e pedindo socorro ao pastor para guiá-las com segurança, para protegê-las. Um desses fatores é a desconfiança, outro é a crença da necessidade de um só e único Salvador Guia. Todavia, o mais grave é a inveja e ciúmes infantis, tão próprios da nossa índole de fome por cacifes políticos que angariam prestígio político, o que para muitos é doce e finda por ser o único objetivo.

Por conta desta ambição desmedida atropela-se pessoas de intenções superiores, pessoas que nada mais querem do que incentivar que cada indivíduo tome posse de sua responsabilidade que isto é Liberdade.

Com o recente movimento do Tea Party, movimento ocorrido nos Estados Unidos, poucas pessoas no Brasil acompanharam desde o início, desde a primeira semente, a primeira ação que desencadeou o grassroot. Somente após a imprensa brasileira resolver dar o braço a torcer e divulgar o Tea Party foi que os brasileiros, grosso modo,  começaram a se interessar.

O movimento do Tea Party alastrou-se para a Austrália e em seguida, foi sugerido à alguém no Brasil, que, dada as nossas turbulências, um movimento similar poderia ser interessante; surgiu alguém que teve a ideia e juntou umas poucas pessoas para discutir um movimento no Brasil, tudo via e-mail e Twitter. Não resta dúvida que que o vazamento logo levou outras pessoas a terem a mesma ideia, no rastro de outra já existente. É sempre bom que boas ideias se espalhem, mas, nosso atavismo divisionista impede que se unam os indivíduos para construirem algo único e uno.

Os americanos, um povo historicamente com cultura de associação e fundamentado por Constituição com mais de dois séculos, levou dois anos para se organizar para reviver a Revolta do Tea Party, porém, sem nenhuma necessidade de lideranças políticas, especialistas em mobilização ou celebridades. Pelo contrário, foi vedado aos políticos e celebridades quaisquer iniciativas. Logo, duas grandes dificuldades para um movimento de mobilização igual no Brasil, porque nos faltam os dois fatores, embora tenhamos muitos e maiores motivos para uma Revolta.

A mobilização para que o Tea Party acontecesse foi dolorosa para os conservadores americanos, porque também lá, inicialmente, o povo não acreditava mais em seu poder individual devido a crescente dominação ideológica da Esquerda, a mesma que originou o movimento. Mas, partindo da iniciativa de cada indivíduo, aos poucos, foram se agrupando com autonomia individual, coisa que eles conhecem e vivem há séculos.

E é exatamente isto que propomos aos brasileiros: que trabalhem com autonomia, apenas seguindo as linhas gerais sobre as quais se desenvolverão as ações.

Bom ressaltar que a Mobilização Tiradentes Vive não é para ser um "movimento social". Pretende-se que seja um grupo permanentemente atento ao chamado de tudo que não devemos mais aceitar que se produza no Brasil em termo de desmandos e desrespeito. Pessoas com capacidade crítica para ajudar a formar uma massa crítica, coisa que não temos e o melhor exemplo foi exarado pelo ex-presidente Lula: "a opinião pública somos nós" ( ele, o PT, seus sindicatos e movimentos políticos oportunistas).

Este Blog está inaugurado hoje, o último dia do ano de 2010, e, se dependesse apenas de mim os próximos anos não serão iguais aos tantos que se foram. Não quero um Brasil melhor, porque bom, nosso Brasil jamais foi. Penso em um Brasil com o qual nunca nos atrevemos sonhar verdadeiramente.

Feliz Ano Novo de 2011 aos que sonham, lembrando que sonho não é delírio. Prova é o resultado de um sonho irresponsável que amanha, às 14:30hr - se realizará para nossa vergonha e continuidade do pesadelo que temos vivido por oito anos -, quando uma guerrilheira chega à Presidência da República. Se o sonho do mal foi profícuo, por que o mesmo destino não teve o sonho de Tiradentes ? Por que não retomamos os sonhos de Tiradentes para a conquista de verdadeira Liberdade como fizeram os americanos retomando a Revolta do Tea Party ?

O final desta história, você escreve!

Maria da Penha Vieira